domingo, 18 de outubro de 2009

Caio mentiu.

E como contar pra todo mundo que nos bastava um olhar, tão longo quanto os teus silêncios agressivos, ou se demais um sorriso? Nem adianta contar mesmo, ninguém entende, ninguém viu, e eu passaria mais por imbecil do que por gente apaixonada.
Como explicar a liberdade e ausência de pudores(que, indubitavelmente, não existem depois de você)? Também não dá. Ninguém sabe o que acontece(ia) entre nós em distâncias minimamente irredutíveis.
Como falar da magia entre sua alma e a minha? Só com a Laura Pausini, com Alanis, Sixpence, com Frejat, com Nando, com Marisa e com tantos outros que de ídolos musicais passaram a ser música de fundo, personagens coadjuvantes de nossa tão colorida história, inundada de som.
Como aceitar essa ausência, depois de ter perdido noção de tempo e espaço, junto contigo; depois de anoitecer e amanhecer ao som das tuas risadas e suspiros; depois de ir ao céu e visitar o inferno, sabendo que só você consegue absorver os dois; depois de descobrir que na bagunça do teu coração, meu sangue errou de veia e se perdeu.
E logo você, organizada a ponto de não dormir na cama desarrumada, é que tem um vendaval no coração. E quanto a mim, gostava mais da bagunça que você fez no meu, do que dessa tal leveza. Era uma bagunça organizada, só eu encontrava tudo e ninguém podia mexer em nada.
Caio mentiu quando disse ser natural as pessoas se encontrarem e se perderem.
Afinal de contas, não foi nada natural tê-la encontrado há um ano atrás. Na verdade, em dia nenhum foi natural, era sempre um evento, uma festa, um Carnaval no meu coração bagunçado quando eu a encontrava. E quanto a perca, eu prefiro deixar subentendido nas entrelinhas, pra não parecer que eu goste de sofrer.
Enfim, só sei que deve tá tudo ali na terceira gaveta do lado esquerdo... Músicas, filmes, livros, sonhos, fotos, todas as lembranças de um Amor que, ainda que não se eternize, também não acaba.


Agora a pouco no msn...

Anne: Ei vamos ver a Bienal de dança hoje?
Eu: Não sei, mas qualquer coisa eu te ligo.
Anne: Tá certo, então. Leva a Gracinha.
Eu: rs. Pode deixar que eu levo sim.


P.S: Mal sabe a Anne, que eu levo a todo lugar. Nos meus olhos, no meu coração e em cada centímetro do meu corpo.