Caros amigos, faço desse lugar agora uma espécie de Taj Mahal e de agora em diante, ele há de guardar, exatamente, aquilo que ninguém mais vê.
Um beijo para todas pessoas de coração lindo.
Jessica Freire diz:
Não consigo te imaginar com outra pessoa a nao ser com Ela. O amor de vocês é tão evidente que chega a ser trágico por não estarem juntas.
Eu também acho, Jessica. Não sei se trágico seria adjetivo grande o suficiente pra expressar o quanto me doeu o dia 21 de janeiro de 2010, quando, na Lua, eu disse que sabia de toda a loucura que havia sido insistir em nós duas e que daquele dia em diante, passaria a querer uma outra pessoa que pudesse fazer por mim ou ter por mim, tudo aquilo que Ela não podia. Eu disse, diplomaticamente, também que sabia que não era culpa dela, tampouco minha, e que entendia perfeitamente nós não termos "dado certo". E ainda reproduzi a frase: Não é porquê você não foi uma boa namorada, que não possa ser uma boa amiga.
Só que, na verdade, eu não entendia.
Naquele mesmo dia eu voltei pra casa me perguntando o porquê de querer tanto uma pessoa que, claramente, não conseguia pôr em prática os planos que desenvolvia a meu respeito. Eu continuei me questionando sobre onde iria parar tanto, tanto Amor dentro de mim. Outra pessoa não tinha tamanho que coubesse tanto Amor, aliás, nem poderia. O que é dEla, é dEla e pronto. Sempre foi assim.
E agora, quem falaria de cores comigo? Quem dormiria de conchinha? Quem arrancaria minha alma num abraço? Quem me contaria notícias de dias ruins ou bons? De quem eu reconheceria o humor através da voz? De quem?
Ela fez falta, Jessica.
Eu escutei nesses dias uma música, que tinha uma frase assim: Nos primeiros dias eu me perdia nos meus passos sem você, eu não sabia o que fazer... ♫
Eu me perdi no meu próprio caminho. De repente, as minhas pernas ficaram tortas e eu continuava andando só pelo impulso de ter que seguir em frente.
Saudade era palavra proibida, porque era sinônimo de olhar distante e pensamentos mais ainda. Era quase que um passe de mágica, falou saudade, falou nEla.
Saudade que aperta o peito de um jeito que você não sabe se sente angustia pela ausência ou pela dor da lembrança.
Doeu, mas eu disse tudo o que Ela esperava (ou não) ouvir de mim, não sei. O fato é que eu disse, não aguentava mais sofrer por uma coisa que não deveria. Ainda discordo que todo Grande Amor só é grande se for triste. Eu perdia a voz do lado dEla, logo eu.
Eu, leonina toda, por diversas vezes me senti pequena do lado dEla.
Quem olhava de fora dizia, sem medo, que não era Eu. E talvez não fosse mesmo.
De lá pra cá, a vida já mudou tanto. Eu encontrei outros nomes pro Amor incondicional que eu tenho por Ela, pra os intintos assassinos que eu tenho toda vez que algumazinha chega perto. Eu aceitei até abraços que não encaixam, todos, todos lembrando do dEla que desde sempre foi feito pro meu. Eu acordei com outras mulheres ao meu lado, imaginando que a qualquer momento eu acordaria daquilo tudo e seria Ela do meu lado, se mexendo timidamente, agarrada no Mulambo.
Daqui pra frente não sei o que vai ser. Eu a amo e é só o que sei afirmar em relação a Ela.
Mas sabe, lá no fundo, eu sei bem que ela grita todas as noites: Oito deitado, oito deitado, oito deitado...
E acho sim que qualquer dia desses, ela volta. Trazendo a metade do meu Coração que corre com lobos e salta as fogueiras junto a Ela.
E vai voltar contando:"-Mulher, ô bando de mulher sem Graça esse que apareceu viu. Se tu visse ..."
Com aquele sorriso, o humor de que ninguém escapa e me olhando com jeito de saudade.