quinta-feira, 22 de abril de 2010

Para minha Mãe!

Foi um laço verde, Mãe!
Foi ele que me segurou esse tempo todo e fez com que eu não quisesse mais voltar pra casa. Foi ele quem girou minha vida em 360°, deu vida, música, ritmo. Foi ele, Mãe, quem me fez sorrir, que me fez chorar, que me fez sonhar, que me fez feliz, que me fez amar.
E é com ele, Mãe, que eu vou sumir no oco do mundo. Vou sair por aí cantarolando qualquer blues desses de quando acordamos juntas, vou sonhar de novo, vou enxergar cores, vou escrever cores e amores, fora de tempo, fora de ordem. Eu vou tirar os limites que existem entre nós e vou impor uma liberdade, a mesma que nos prende. Eu vou ver o sol morrendo no mar, todos os domingos com quem eu namoro. Eu vou mudar os conceitos de quem me disse que 'sábado à noite' é o momento mais perigoso entre 7 dias. Eu vou desenhar todas as cenas da minha imaginação.
Mãe, eu queria só te contar que a culpa não é minha. Eu não pedi pra me encantar com essa cor, até tentei fazer do contrário, eu juro. Mas não deu, Mãe! É como se cada vez que eu tentasse ir embora, os olhos dela criassem braços e me segurassem com força!
Eu tô indo embora, Mãe! Qualquer hora dessas, cê me procura na beira da praia. A partir de agora, será mais fácil me encontrar por lá, do que aqui.


Aline Marjorie
10 de Dezembro de 2009.

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