Eu queria publicar todos os gritos, que eu devia ter proferido.
Eu devia ter publicado, eu devia.
Eu devia ter ouvido menos.
Eu devia não voltar todos os dias ao mesmo lugar.
Meu inconsciente devia não falar sozinha: "-Não gostei de nada!"
Eu devia detestar café, como toda boa criança de 18 anos e preferir coca-cola.
Eu devia saber que uma ligação não acabaria com tudo e que o maldito ponto final, não passa de sinal ortográfico.
Eu devia parecer um pouco mais com meu irmão. E você um pouco menos.
Eu devia não querer descobrir desenhos em nuvens com você.
Eu devia ir embora, fazer borboletas nascerem de outro lugar, enxergar outras cores em outras pessoas, outras vidas...
Eu devia, eu devia... Mas eu, simplesmente, não quero!
E o quanto esse "não-querer" pode me custar?
Muito, pode me custar muito caro.
Semana passada a Déa tava me falando que ter uma vida sincera e franca, custa caro, custa muito caro.
E uma vida cheia de sonhos verdes que carregam o título de Amor, custa quanto?
Aline Marjorie
8 de Dezembro de 2009.
8 de Dezembro de 2009.
1 comentários:
por que vivemos sempre nesse bendito pretérito imperfeito não é!? que bom seria se fosse possível nos corrigirmos assim como nossos textos, e mudar aquela vírgula mal colocada. nós DEVERÍAMOS simplesmente mudar, mas o mal é que no fundo queremos ficar exatamente onde estamos.
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