segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sobre hoje as 19.




Se descrever sensações fosse minha especialidade, eu agora, já estaria com pelo menos 10 páginas nas mãos. A mistura de sensações e até a de sentidos, vêm me causando vertigens desde o início do dia.
Ansiedade é o nome dos cafés de hoje, que, aliás, eu perdi a conta de quantos foram.
São 18:30 ainda, faltam trinta minutos pra que Ela chegue e eu, novamente, me perca entre seus olhos; pra que eu não mais pense em "não-verbos", sim, por que sempre que Ela chega, começo a pensar em fazer, ir, ser, conhecer, realizar, sonhar, ouvir, amar. Diferente de quando ela tá "pras bandas de lá", que eu nem mesmo sei onde fica.
Aqui é até bonito, eu gosto daqui. Ambiente agradável, música boa, frequentadores calmos e um silêncio inofensivo.
Ela chegou.
Eu respiro fundo tentando não-entender.
Eu mantenho meus olhos fixos nos seus, pra tentar enxergar sua alma.
Eu escuto a narração de uma vida inteira, de um mês longe, girando em torno de amizade, sexo e Amor.
Eu tento ganha-la de um jeito, teoricamente, fácil. Não dá. Aliás, nunca deu, né? Se tivesse sido fácil, talvez, hoje em dia eu já teria conseguido nãopensarmaisnela.
Eu faço perguntas das quais eu sei a resposta. Só pergunto pra saber se Ela também sabe.
Eu percebo que a coragem de "enfrentar todo o mundo" é sua, e não minha.
Eu passo a não saber, de novo, o que vai acontecer amanhã.
E ao mesmo tempo, a ter cada vez mais certeza de que só enquanto eu respirar vou me lembrar de você.

Mas o caso é que o verbo é outro. Eu quero estar com você e não lembrar de você.
Eu quero acordar às 6:00 da manhã, com a alma amassada da cama e um sorriso de pôr-do-sol, por que afinal, se eu acordo com você, o mundo acorda cantando.


(...) Eu sigo seus passos a caminho do meu coração.

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