sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sobre quem eu sou, e um pouquinho de nós.

A metade de um pacotinho de doces. A vontade que uma criança tem de ser gente grande. Uma viagem a dois. O brinquedo mais vivo de um armário branco. O papel mais colorido de um caderno de Poesia (o seu, diga-se de passagem.). Uma raiva forte. O amor em sete faces, sete cores. A responsabilidade de meio século de vida, com muito menos de um quarto. O domingo a tarde respirando devagar, com o coração abraçado(será que cê ainda lembra dos domingos infurnados no quarto?rs.). A terça-feira modorrenta transformada em Carnaval, com batucada no meu-seu coração. Os nossos suspiros mais profundos, nas noites nunca frias, em que na boca era um beijo e no abraço meu braço não sei qual é, a gente se misturava, feito leite e café. A impaciência em doses homeopáticas. A rotina tão temida, com gosto e sorrisos de sábado à noite. Uma impulsividade, pressa, urgência de viver desenfreada, junto com um desejo de levar a vida na valsa, fazendo hora de mãos dadas com você, sem sequer escutar o mundo ao redor. O sonho de ter um cachorro grande, um papagaio e uma vida real a dois. Um poço de saudades. Um dicionário de mancadas. Uma colecionadora de sonetos e de retratos em branco e preto. Essência doce e verde, no formato de um coração. Mesmo bagunçado eu ainda encontro um arco-íris aqui dentro todas as manhãs que brilha tão intenso, mas tão intenso, que emociona quem passa do meu lado. E sabe, eu tenho também os olhos doidos e acabo enxergando sete tons de verde nele, quase sempre.
No fim das contas, eu sou muito do que você deixou por aqui ainda.

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