sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sobre quem eu sou, e um pouquinho de nós.

A metade de um pacotinho de doces. A vontade que uma criança tem de ser gente grande. Uma viagem a dois. O brinquedo mais vivo de um armário branco. O papel mais colorido de um caderno de Poesia (o seu, diga-se de passagem.). Uma raiva forte. O amor em sete faces, sete cores. A responsabilidade de meio século de vida, com muito menos de um quarto. O domingo a tarde respirando devagar, com o coração abraçado(será que cê ainda lembra dos domingos infurnados no quarto?rs.). A terça-feira modorrenta transformada em Carnaval, com batucada no meu-seu coração. Os nossos suspiros mais profundos, nas noites nunca frias, em que na boca era um beijo e no abraço meu braço não sei qual é, a gente se misturava, feito leite e café. A impaciência em doses homeopáticas. A rotina tão temida, com gosto e sorrisos de sábado à noite. Uma impulsividade, pressa, urgência de viver desenfreada, junto com um desejo de levar a vida na valsa, fazendo hora de mãos dadas com você, sem sequer escutar o mundo ao redor. O sonho de ter um cachorro grande, um papagaio e uma vida real a dois. Um poço de saudades. Um dicionário de mancadas. Uma colecionadora de sonetos e de retratos em branco e preto. Essência doce e verde, no formato de um coração. Mesmo bagunçado eu ainda encontro um arco-íris aqui dentro todas as manhãs que brilha tão intenso, mas tão intenso, que emociona quem passa do meu lado. E sabe, eu tenho também os olhos doidos e acabo enxergando sete tons de verde nele, quase sempre.
No fim das contas, eu sou muito do que você deixou por aqui ainda.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

E você, o que está lendo?

“Que tola!”, pensei, irritado com a acolhida glacial que ela me fizera. Achava uma espécie de áspera satisfação em comprovar sua completa incompreensão de Maeterlinck. “E é por uma mulher dessas que todas as manhãs faço tantos quilômetros! Sou até bom demais! Agora sou eu que não quero saber dela.” Tais as palavras que eu dizia; eram o contrário do meu pensamento; eram puras palavras de conversação, como as dizemos nesses momentos em que, muito agitados para ficar a sós conosco mesmos, sentimos necessidade, na falta de outro interlocutor, de conversar conosco, sem sinceridade, como um estranho.


Marcel Proust, em 'O Caminho das Guermantes'.


P.S: Alguém ainda vai me pedir pra ocupar a cabeça lendo, pra esquecer dela? rs. Entendam, ela está nos livros, nos discos e onde eu menos possa esperar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sobre hoje as 19.




Se descrever sensações fosse minha especialidade, eu agora, já estaria com pelo menos 10 páginas nas mãos. A mistura de sensações e até a de sentidos, vêm me causando vertigens desde o início do dia.
Ansiedade é o nome dos cafés de hoje, que, aliás, eu perdi a conta de quantos foram.
São 18:30 ainda, faltam trinta minutos pra que Ela chegue e eu, novamente, me perca entre seus olhos; pra que eu não mais pense em "não-verbos", sim, por que sempre que Ela chega, começo a pensar em fazer, ir, ser, conhecer, realizar, sonhar, ouvir, amar. Diferente de quando ela tá "pras bandas de lá", que eu nem mesmo sei onde fica.
Aqui é até bonito, eu gosto daqui. Ambiente agradável, música boa, frequentadores calmos e um silêncio inofensivo.
Ela chegou.
Eu respiro fundo tentando não-entender.
Eu mantenho meus olhos fixos nos seus, pra tentar enxergar sua alma.
Eu escuto a narração de uma vida inteira, de um mês longe, girando em torno de amizade, sexo e Amor.
Eu tento ganha-la de um jeito, teoricamente, fácil. Não dá. Aliás, nunca deu, né? Se tivesse sido fácil, talvez, hoje em dia eu já teria conseguido nãopensarmaisnela.
Eu faço perguntas das quais eu sei a resposta. Só pergunto pra saber se Ela também sabe.
Eu percebo que a coragem de "enfrentar todo o mundo" é sua, e não minha.
Eu passo a não saber, de novo, o que vai acontecer amanhã.
E ao mesmo tempo, a ter cada vez mais certeza de que só enquanto eu respirar vou me lembrar de você.

Mas o caso é que o verbo é outro. Eu quero estar com você e não lembrar de você.
Eu quero acordar às 6:00 da manhã, com a alma amassada da cama e um sorriso de pôr-do-sol, por que afinal, se eu acordo com você, o mundo acorda cantando.


(...) Eu sigo seus passos a caminho do meu coração.

domingo, 22 de novembro de 2009

Sobre amanhã.

Eu vou apertar mais ainda o dia, e ele vai ficar que nem meu coração, apertado e pulsando mais rápido, a cada hora que passa.
Vou pegar os pincéis, os desenhos e uma música.
Tô indo sem armas, até por que, a verdade é que a única lembrança que tenho hoje, é a de um abraço embreagado, dizendo:"- Não é sempre que eu vou falar, mas Eu te amo."
E juro que vai dar tempo agarrar suas mãos com força e te olhar nos olhos, antes que qualquer outra coisa nos tire a atenção.
Eu quero te ver de perto, quero dizer que o nosso Amor deu certo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Eu hoje comprei pincéis.

Lembrei das cores que tinham sua vida, e seu quarto também. Ele deveria ter ficado lilás, não é isso? Não deu tempo. Do mesmo jeito que não deu tempo de passar no seu trabalho hoje e perguntar se você queria ir pra Lua comigo.
Agora eu lembrei da noite, do pequeno torpedo que tu mandastes: "A Dona Lua. Atenciosamente, a Dona do Mundo, o que inclui seu coração."
Uma lembrança puxa outra, uma palavra puxa outra, assim como um abraço puxa um beijo, tudo tá ligado, sem deixar que nada me faça esquecer de lembrar todo dia de nós.
Enfim, comprei pincéis para continuar fazendo desenhos e colando nos teus. Quando você vier, traga tintas verdes e roxas, tá? Traga também sua alma de volta e a metade do meu coração que ficou com você e não bata na porta, você sabe que ela tá aberta. Se for tarde, quando você chegar, não me acorde, dorme junto comigo e acorda com as borboletas mexendo nos teus e nos meus cabelos.
E que ninguém tente ousar entender. Intimidades, brincadeiras, só a gente entende.


Em resumo e em música: Peito Aberto na voz da Paula Toller.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Por um segundo, mais feliz.

Algumas linhas, palavras notoriamente fortes e gordas, ao meio dia.
Depois um silêncio enlouquecedor e, claro, agressivo como sempre.
Esquisito esse silêncio aqui. Meu sistema de som é o único que não pára um só instante durante o dia todo e de repente, calou.
Eu, por mim, ia embora agora. Pedia meu Café com Nutella e pronto, ficava entre cafés, rabiscos diários com um mesmo tema, cores e amores.
Oswaldo me visitou essa manhã e meu quarto ficou cheio de você. Todas as lembranças que flutuam lá camufladas, se fizeram verdes novamente e meu dia começou com você, mesmo que de longe.

(...)O nosso amor não vai olhar para trás,desencantar nem ser tema de livro. A vida inteira eu quis um verso simples, pra transformar o que eu digo.Rimas fáceis, calafrios, fura o dedo, faz um pacto comigo? Por um segundo teu no meu...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Continua sendo.

Tudo do mesmo tamanho, com a mesma cor, o mesmo jeito tolo,lindo e leve de viver, aquele jeito torto, que é quase um rebolado meio desajeitado, de andar. Tudo, meus amigos, tudo igual!
É como se tivesse continuado parada ali, naquele mesmo lugar onde tudo começou. Ainda que eu saiba, talvez melhor do que ninguém, que ela não pára por nada e que as borboletas agora nascem de outro lugar, o céu tem outra cor, seus rabiscos outros pensamentos e seu coração outro dono.
Mas o caso é que hoje eu vi.
Do mesmo jeito, no mesmo lugar, na mesma hora, com os mesmos gestos, o mesmo estereótipo de alguém, terrivelmente, livre.
Distâncias minimamente irreversíveis continuam a nos separar, agora, geograficamente.



(...)Que eu estava lendo, só prá saber o que você achou dos versos que eu fiz..

terça-feira, 3 de novembro de 2009

É doce também, meus caros...

Em Literatura eles chamariam de Epifania, uma revelação inesperada, motivada por um fato corriqueiro... E é exatamente isso!
O tal fato, já nem vem ao caso, depois dessa sensação de sorrir como quem acorda vendo borboletas na beira da praia.
Descobri que Liberdade é doce também, e que não precisa ter forma de condenação ou perversão.
E que continue sendo doce, até os vendavais voltarem ao meu coração, até que o Carnaval seja novamente diário, até o dia em que Deus parar de me sacanear e mostrar o "acorde perfeito" para as minhas músicas e rima rica das minhas poesias, até que alguém consiga percorrer por inteiro o arco-íris que guardo comigo.
Mas por hoje, só por hoje, se Liberdade tivesse cor, seria azul. Se fosse música, hoje, seria Shimbalaiê da Maria Gadu. Se tivesse nome, hoje, só hoje... Seria o meu!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

É saudade, já vou dizendo de antemão...

Eu tenho saudades de você.
Essa é a maior e única verdade que me lembro hoje. E eu já não tenho mais idéias de como fazer pra suportar, sem te ligar pedindo pra voltar com tudo, com as músicas, com as cores; com os encontros monótonos que eu tanto quis transformar em Carnavais pra você, assim como eram pra mim; com os abraços apertados, em que hoje sobra um espaço maior do que a sua lembrança é capaz de preencher; com aquele sorriso e inteligência moleque, de pernas tortas... E até com os finais de semana, em que você ia pro seu lugar e eu ficava no meu, sustentando a luta mais vã de todo o universo, contra a saudade e a vontade que eu sentia de estar. Acho que eu nunca desejei tanto que o tempo passasse logo, como desejei nesses dias.
Toda noite de insônia, eu penso em te escrever e, na maioria delas, eu escrevo. Você só nunca soube disso. Já minha analista, hoje sugeriu que eu montasse um livro de crônicas e, qualquer dia desses, te mandasse pra te pedir em namoro de volta. É que eu contei pra ela que tu é Aquariana e Rosas só te convenceriam se fossem Verdes com bolinhas roxas.
Tem dias que eu acordo com teu cheiro, sentindo tu se mexer do meu lado, mas são só as tuas lembranças mais vivas do que eu até.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sobre um dos dilúvios.

Eu também nunca disse que queria um amor sossegado. Desde sempre, eu quis a sorte de um amor tranquilo, mas que me inquietasse com o gosto de fruta mordida. E a cena que me vêm a cabeça é uma maçã muito vermelha, mordida, e uma cinta-liga de mesma cor, jogada no chão.
Eu e meus dilúvios imaginários, rs.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Globo perdeu em audiência!

Acho uma graça essa coisa de ter virado moda transformar a vida alheia em passatempo. As novelas televisivas ficaram sem Graça, foi? rs. Na verdade, não me importa muito. Decidi fazer jus ao signo astrológico que tenho, de ontem em diante...
Portanto, atenção pessoas de todas as partes da cidade, se tanto querem notícias, façam-me o favor de ficar felizes agora:
Casei, sim casei mesmo. Casei meu coração com o dela para sempre; jurei só viver de acordo com as leis dos meus sentimentos e que só serei fiel ao sorriso dela; só respeitarei a Sra. Felicidade e mais nada, enquanto eu respirar.
E em breve todos vocês dirão: "Quem diria... Era amor mesmo!"
Era amor mesmo, é amor e será InfinitamentE ♥ Amor.
E é por que o meu coração é casado, que eu uso uma aliança na mão esquerda, na intenção de externar a situação dele.
Tá explicado agora?
Pois então, pronto.
Obrigada pela atenção e aguardem cenas dos próximos capítulos.
=)

P.S: Ôh gente desocupada!

domingo, 18 de outubro de 2009

Caio mentiu.

E como contar pra todo mundo que nos bastava um olhar, tão longo quanto os teus silêncios agressivos, ou se demais um sorriso? Nem adianta contar mesmo, ninguém entende, ninguém viu, e eu passaria mais por imbecil do que por gente apaixonada.
Como explicar a liberdade e ausência de pudores(que, indubitavelmente, não existem depois de você)? Também não dá. Ninguém sabe o que acontece(ia) entre nós em distâncias minimamente irredutíveis.
Como falar da magia entre sua alma e a minha? Só com a Laura Pausini, com Alanis, Sixpence, com Frejat, com Nando, com Marisa e com tantos outros que de ídolos musicais passaram a ser música de fundo, personagens coadjuvantes de nossa tão colorida história, inundada de som.
Como aceitar essa ausência, depois de ter perdido noção de tempo e espaço, junto contigo; depois de anoitecer e amanhecer ao som das tuas risadas e suspiros; depois de ir ao céu e visitar o inferno, sabendo que só você consegue absorver os dois; depois de descobrir que na bagunça do teu coração, meu sangue errou de veia e se perdeu.
E logo você, organizada a ponto de não dormir na cama desarrumada, é que tem um vendaval no coração. E quanto a mim, gostava mais da bagunça que você fez no meu, do que dessa tal leveza. Era uma bagunça organizada, só eu encontrava tudo e ninguém podia mexer em nada.
Caio mentiu quando disse ser natural as pessoas se encontrarem e se perderem.
Afinal de contas, não foi nada natural tê-la encontrado há um ano atrás. Na verdade, em dia nenhum foi natural, era sempre um evento, uma festa, um Carnaval no meu coração bagunçado quando eu a encontrava. E quanto a perca, eu prefiro deixar subentendido nas entrelinhas, pra não parecer que eu goste de sofrer.
Enfim, só sei que deve tá tudo ali na terceira gaveta do lado esquerdo... Músicas, filmes, livros, sonhos, fotos, todas as lembranças de um Amor que, ainda que não se eternize, também não acaba.


Agora a pouco no msn...

Anne: Ei vamos ver a Bienal de dança hoje?
Eu: Não sei, mas qualquer coisa eu te ligo.
Anne: Tá certo, então. Leva a Gracinha.
Eu: rs. Pode deixar que eu levo sim.


P.S: Mal sabe a Anne, que eu levo a todo lugar. Nos meus olhos, no meu coração e em cada centímetro do meu corpo.